Sábado no Rio tem bares com aglomerações nas calçadas e carro 'DJ' ao som da música eletrônica

Sábado no Rio tem bares com aglomerações nas calçadas e carro 'DJ' ao som da música eletrônica

Na Avenida Olegário Maciel, na Barra da Tijuca, sem acesso à música ao vivo, alguns improvisam um clima de balada: o veículo estacionado em frente ao estabelecimento de música eletrônica alta

Leonardo Ribeiro

04/07/2020 – 22:47 / Atualizado em 04/07/2020 – 22:56

A Rua Dias Ferreira, no Leblon, voltou a registrar aglomerações nas calçadas de bares Foto: Guito Moreto / Agência O Globo

RIO – Em “Os inocentes do Leblon”, Carlos Drummond de Andrade Escrito, em 1940, sobre aqueles que “tudo ignoram”, mas que a vida continua perfeita. Uma poesia foi usada, e compartilhada como crítica social na web, desde uma aglomeração em bares na Zona Sul carioca na última quinta-feira e que tem se

repetido, em meio a uma pandemia de coronavírus, que já matou mais de sete mil pessoas no Rio. Mas desde uma reabertura desses produtos, os versos do poeta mineiro são expandidos para os inocentes da Barra. Na Avenida Olegário Maciel, na noite deste sábado, dia 4, ou despejado se repetir com pessoas sem máscara (dentro e fora de bares) e sem respeitar os dois metros de distância entre as mesas externas. Para completar, sem áudio com música ao vivo, alguns improvisam um clima de balada: um carro estacionado em frente ao bar causa algumas vezes o DJ com música eletrônica alta.

A diferença para ontem é que a região se concentra menos nos bares abertos. A Vigilância Sanitária interditou três deles na mesma Avenida durante uma operação de fiscalização. Foi um desses produtos que os clientes de um bar hostilizaram ou trabalham com os impostos, apresentando os versos “eu não vou embora”. Havia ainda relatos de ofensas verbais.

Analítico : Flexibilidade de isolamento nos municípios e retorno falso à normalidade

“A Vigilância Sanitária continua exercitando o seu papel de proteger a população de riscos higiênicos-sanitários que existem nas aglomerações no comportamento descendente de uma parcela da população, e seguir as ações de fiscalização, como Guarda Municipal. Os impostos e as guarda são orientadas para continuar seu trabalho, sem responder a hostilidades “, diz a Prefeitura, em nota.

Na Rua Dias Ferreira, no Leblon, a movimentação em alguns pontos lembrou a aglomeração de quinta-feira, ou o primeiro dia de reabertura de bares. Havia quem não respeitasse a distância, desse um abraço aberto em amigos distantes. O mesmo não foi visto na Praça Cazuza, onde as cenas da quinta-feira foram registradas, e os freqüentadores acham que os cariocas “aprendem a lição”.

– Eu vi a aglomeração na quinta. Acho que por ter sido o primeiro dia, como pessoas estavam mais ansiosas. Mas hoje, veja, o movimento diminuiu. Quero acreditar que as pessoas aprendem a lição e estão mais conscientes – diz Juliana Goulart, de 33 anos, administradora.

Acompanhada das amigas, todas estavam com máscara no pulso, para colocar no rosto quando terminar de beber. Aos garçons, pediram para limpar como garrafas com álcool em gel.

Superlotados : Prefeitura do Rio já recebeu mais de 22 mil declarações de aglomerações desde o início do isolamento

– Estava com saudades de ver como minhas amigas. Estamos tomando todas as precauções. Saindo assim, acho que está tudo bem. Paula também, biomédica, de 42 anos.

A mesma tranquilidade não foi vista na Rua General Venâncio Flores, também no Leblon. Dentro do estabelecimento, o movimento era mais controlado. Mas como tabelas na calçada com vários grupos de amigos, desrespeitem qualquer recomendação de distanciamento.

continue lendo …